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Adoção de prova virtual de maquiagem: o que 100 milhões de sessões na L'Oréal ensinam a marcas médias

A L'Oréal reportou mais de 100 milhões de sessões de prova virtual em 2023. É um número de adoção — não de conversão — e o mecanismo por trás dele funciona também na prova virtual por foto, na página de produto, no quiz e no WhatsApp.

5 min de leituraEquipe MaIA · B4A

Quando um grupo do tamanho da L'Oréal divulga números de uso de prova virtual, o dado vira argumento de reunião. E vira, muitas vezes, argumento mal usado. A adoção de prova virtual de maquiagem em escala global diz algo importante sobre comportamento de compra, mas não diz nada sobre quanto a sua marca vai converter. Vale separar as duas coisas antes de montar qualquer business case.

O dado: 100 milhões de sessões em um ano

A L'Oréal registrou mais de 100 milhões de sessões de prova virtual em 2023, contra 40 milhões em 2022; o uso começou na pandemia e continuou crescendo depois, do batom para outras categorias (Nicolas Hieronimus, CEO da L'Oréal, apresentação de resultados anuais, 9 de fevereiro de 2024).

Dois pontos merecem atenção. O primeiro: esse é um número de terceiros, reportado pela L'Oréal sobre a própria operação. Não é um resultado da MaIA, não é uma média de mercado e não é uma promessa do que acontece quando você liga uma prova virtual no seu site. O segundo: o crescimento não parou quando as lojas reabriram. Isso é o que diferencia uma moda de um hábito.

Sessão não é conversão

Sessão é uso. Conversão é compra. São métricas de camadas diferentes do funil, e trocar uma pela outra é o erro mais comum em apresentações internas. O dado da L'Oréal mostra que milhões de pessoas escolheram experimentar um produto na tela antes de decidir — e voltaram a fazer isso no ano seguinte. Ele não informa taxa de conversão, ticket médio ou devolução. Se alguém transformar 100 milhões de sessões em promessa de receita, o número foi distorcido.

Por que a adoção de prova virtual de maquiagem se sustenta

O mecanismo é mais simples do que a tecnologia sugere: a prova virtual tira a dúvida "esse tom é para mim?" do caminho da compra.

Em maquiagem de cor, essa dúvida é o principal ponto de atrito. Uma foto de estúdio do batom no fundo branco não responde. O nome do tom não responde. A régua de subtons genérica, importada de outro mercado, responde mal — especialmente no Brasil, onde a faixa de tons e subtons é larga e a nomenclatura de base raramente cobre bem os extremos.

O que resolve é o cliente ver o produto aplicado em si mesmo. E aqui está o ponto que interessa a quem não tem o orçamento de um grupo global: o mecanismo não depende de câmera ao vivo. Ele depende de o cliente ver o tom no próprio rosto, no momento da dúvida. Uma prova virtual por foto entrega exatamente isso.

O MaIA Try-On por API funciona assim: o cliente envia uma foto, o produto — batom ou base — é renderizado sobre ela e a imagem volta pronta. As paletas são calibradas com os produtos reais da marca em um projeto, então o tom que aparece na tela corresponde ao SKU que está no estoque. Se você quer entender a diferença prática entre as duas abordagens antes de decidir, escrevemos sobre isso em try-on virtual por foto vs AR try-on.

Na página de produto

É o lugar onde a dúvida aparece com mais força e onde o abandono é mais caro. Um botão de "ver em mim" que aceita uma foto e devolve a imagem renderizada resolve a objeção sem tirar o cliente da página e sem exigir app, download ou permissão de câmera.

No quiz

Quiz de tom de base é um dos formatos de maior engajamento em beleza — e um dos mais frustrantes quando termina em uma recomendação que o cliente não consegue visualizar. Combinar análise de perfil com prova virtual fecha o ciclo: o quiz diz qual tom, a imagem mostra o tom.

No WhatsApp

No Brasil, boa parte da conversa de venda acontece no WhatsApp. O canal já é feito de fotos: o cliente manda uma selfie, recebe a imagem com o produto aplicado e continua a conversa. Não há fricção de instalação porque não há instalação.

Como uma marca menor entra nesse jogo

Três decisões práticas encurtam o caminho.

Comece por uma categoria e um canal. A L'Oréal começou no batom e expandiu depois (Nicolas Hieronimus, CEO da L'Oréal, apresentação de resultados anuais, 9 de fevereiro de 2024). Batom é o melhor ponto de partida: a dúvida é puramente de cor e o resultado é imediatamente legível.

Trate a prova virtual como infraestrutura, não como campanha. Uma API você integra uma vez e usa na página de produto, no quiz, no WhatsApp e no CRM. Uma ativação de mês acaba no mês seguinte.

Aproveite o dado gerado. A foto que entra na prova virtual também pode alimentar um perfil de beleza — tom e subtom de pele, tipo e condição da pele, atributos de cabelo, com um índice de confiança por campo — via análise de pele por selfie. Esse perfil é dado próprio: serve para recomendação, segmentação e planejamento de coleção. Vale lembrar que a MaIA descreve atributos visíveis de uma foto; não faz diagnóstico nem substitui avaliação profissional.

O que medir no seu projeto

O número da L'Oréal serve para justificar o teste, não para prever o resultado. A conversão de cada marca depende do catálogo, do tráfego e do canal — uma marca com 12 tons de batom e tráfego de Instagram não se comporta como um marketplace com 300 SKUs e tráfego de busca. Por isso medimos isso no projeto, com os seus números: taxa de uso da prova virtual, conversão de quem usou contra quem não usou, ticket médio e recorrência.

Quer testar com o seu catálogo? Crie uma conta, gere sua chave de API e comece pelo batom — ou fale com o time para desenhar o projeto no canal onde a sua venda acontece.

Perguntas frequentes

Quantas sessões de prova virtual a L'Oréal registrou?

A L'Oréal registrou mais de 100 milhões de sessões de prova virtual em 2023, contra 40 milhões em 2022, com uso iniciado na pandemia e crescimento contínuo depois, do batom para outras categorias ([Nicolas Hieronimus, CEO da L'Oréal, apresentação de resultados anuais, 9 de fevereiro de 2024](https://www.pymnts.com/news/retail/2024/loreal-sees-150percent-increase-in-virtual-try-ons-as-consumers-seek-ar-immersion/)). É um número da L'Oréal, não um resultado da MaIA.

Esse número significa que a prova virtual aumenta a conversão na mesma proporção?

Não. Sessões medem adoção, ou seja, quantas pessoas usaram a ferramenta — não quantas compraram. Conversão é uma métrica diferente e depende do catálogo, do tráfego e do canal de cada marca.

Preciso de realidade aumentada para ter prova virtual?

Não. O MaIA Try-On por API funciona por foto: o cliente envia uma imagem, o batom ou a base é renderizado sobre ela e a imagem volta pronta, sem app e sem download. O mecanismo que importa — ver o tom no próprio rosto — é o mesmo.

Por onde uma marca menor deve começar?

Por uma categoria e um canal. Batom é o melhor ponto de partida, porque a dúvida é puramente de cor, e a página de produto ou o WhatsApp concentram o momento da decisão.

As cores mostradas correspondem aos meus produtos reais?

Sim. As paletas do MaIA Try-On são calibradas com os produtos reais da marca dentro de um projeto, para que o tom exibido corresponda ao SKU disponível.

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